quarta-feira, 9 de outubro de 2013

TEXTO DE LUZ - O SANGUE, VEÍCULO DA ALMA



Boa noite, caros irmãos! Que a paz e a luz estejam convosco!
Segue texto recebido hoje, postado em primeira-mão no Brasil.
O texto fala sobre o sangue e sua importância em nossas vidas, mas também fala de como ele era usado em magias brancas e negras, alertando para os dias atuais sobre quais os cuidados que devemos tomar em casos de acidentes, e/ou como as mulheres devem agir do início ao fim dos ciclos menstruais.
Compartilho com vocês, em especial às mulheres, estas importantes informações.
Como sempre, fiquem à vontade para divulgarem.
Críticas e sugestões: ceudeagartha@gmail.com
Boa leitura a todos!

O SANGUE, VEÍCULO DA ALMA
Mestre Omraam Mikhaël Aïvanhov


Quem pensa na vida pensa, naturalmente, no sangue, esse líquido nutritivo que circula no corpo de um grande número de espécies animais e no corpo humano. Perder o seu sangue é perder a vida; oferecer o seu sangue é oferecer a sua vida. E, porque é o símbolo da vida, o sangue desempenhou um papel muito importante em todas as religiões do mundo, particularmente naquelas em que era considerado um veículo da alma. Derramar sangue animal, e mesmo sangue humano, sobre o altar dos deuses, era o maior sinal de respeito e de submissão que se podia manifestar-lhes: restituía-se-lhes a vida que eles tinham dado. O sangue é, pois, um assunto extremamente rico que exigiria horas e horas de desenvolvimento e de explicações. Neste momento, eu gostaria de me referir a uma prática muito antiga e que ainda se mantém hoje em dia: a circuncisão.
 
Dizem os Evangelhos: «Tendo chegado o oitavo dia no qual o menino devia ser circuncidado, deram- lhe o nome de Jesus, nome que tinha sido indicado pelo anjo antes de ele ser concebido no seio da sua mãe.» Jesus foi, pois, circuncidado segundo o costume dos antigos Hebreus, de acordo com a prescrição dada por Deus a Abraão: «Sereis circuncidados, e será um sinal da aliança entre mim e vós. Com a idade de oito dias, todas as crianças do sexo masculino que existam entre vós serão circuncidadas.» 
Não conheço em detalhe as diferentes maneiras como se praticava e se pratica ainda a circuncisão, nem que sentido exatamente lhe foi atribuído pelas diferentes culturas e religiões. Mas posso dizer-vos como é que eu a considero, do ponto de vista mais elevado da Ciência Iniciática.

A circuncisão é designada no Antigo Testamento “o sinal da aliança” porque representa a consagração do órgão pelo qual se transmite a vida dada por Deus; e, ao mesmo tempo, a criança recebe o seu nome, porque é no nome que se exprime a quintessência de um ser e do seu destino. A circuncisão é uma operação acompanhada de uma perda de sangue. Esse sangue que sai do corpo de um recém-nascido é considerado puro e, porque provém dos órgãos genitais, está impregnado de fluidos poderosos. O sacerdote, que era iniciado nos mistérios, sabia como recolher esse sangue e conservava-o preciosamente colocando-o num local reservado, bem como o pequeno pedaço de carne cortado, o prepúcio, porque este ainda estava ligado à criança. Existia, pois, uma ligação mágica entre o pedaço de carne, o sangue e a criança. A primeira função da circuncisão era levar os pais a consagrarem os seus filhos ao Senhor para que eles se tornassem instrumentos da sua vontade, e dessa forma o povo preparava-se para a vinda do Messias. 
Graças a essa consagração, a criança era tomada por influências celestes, havia entidades que a acompanhavam e se ocupavam dela. A criança que tinha sido consagrada por um sacerdote esclarecido e puro tornava-se um servidor de Deus. Depois, por ocasião de certas festas do ano, o Sumo-sacerdote benzia o sangue, bem como os prepúcios, e assim projetava forças benéficas que agiam favoravelmente sobre as crianças. É claro que, graças a este rito, os sacerdotes mantinham os homens sob a sua autoridade. 
Enquanto eles estiveram animados por um ideal de justiça e de amor pelo seu povo, trabalharam para ele, mas, nos períodos em que perderam esse ideal, serviram-se dessas práticas para garantir o seu poder.

Um ato em si mesmo é neutro, tudo depende do significado que se lhe dá e do objetivo com que é executado. Este rito instituído por Abraão e inscrito por Moisés na Lei tinha, sem dúvida, três razões. A primeira era estimular o desejo sexual para aumentar o número de nascimentos. Os Hebreus estavam sempre em luta contra vizinhos mais numerosos do que eles e que ameaçavam aniquilá-los; quanto mais nascimentos houvesse, mais rapazes haveria, que mais tarde se tornariam guerreiros. A segunda razão era submeter os homens à vontade dos sacerdotes. E a terceira, a mais importante, era devotá-los ao serviço de Deus, consagrando as gotas de sangue derramadas do órgão pelo qual se transmite a vida. 

Mesmo o mais ignorante dos homens sabe que o sangue é um líquido infinitamente precioso e que aquele que perde o seu sangue perde também a vida. 
O que existe, então, no sangue que o torna tão precioso?… 
Na realidade, este líquido que circula no nosso organismo é uma materialização do fluido universal que circula em toda a criação. Da mesma forma que esse fluido alimenta o organismo cósmico, o sangue alimenta o nosso corpo. Ele é uma síntese da vida universal, já que na sua composição – glóbulos vermelhos e glóbulos brancos – encontramos, simbolicamente, os dois princípios – masculino e feminino – que são os dois grandes princípios da criação. 

Enquanto circula no interior do corpo, o sangue está protegido como num recipiente fechado. Mas, a partir do momento em que sai do corpo por qualquer razão, evapora-se, como todos os líquidos; isto significa que há partículas etéricas que se libertam para o espaço. E essas partículas são vivas, mantiveram algo dos elementos que fazem com que o sangue seja portador de vida. Por isso, elas servem de alimento às entidades invisíveis. Nada se perde no universo e existem sempre criaturas que vêm alimentar-se da vida que é exalada por algumas gotas de sangue. 
Esta propriedade que o sangue tem de libertar eflúvios de que se alimentam as entidades do mundo invisível era conhecida desde a mais remota Antiguidade. 
Os Iniciados, os sacerdotes, serviam-se do sangue das vítimas oferecidas em sacrifício aos deuses para evocar entidades celestes ou infernais: essas entidades respondiam ao seu apelo porque encontravam nesse sangue um alimento. Mesmo a literatura relata tais factos: podemos lê-los nas descrições de Homero na Odisseia ou na Eneida de Virgílio. E alguns daqueles que assistiam a estas cenas, mais desenvolvidos psiquicamente, podiam ver as entidades que vinham beber o sangue derramado pelos vitelos, as ovelhas, os cordeiros ou as aves imolados aos deuses. 

Hoje em dia, em todos os países do mundo, ainda são praticados sacrifícios semelhantes, particularmente pelos feiticeiros e pelos magos negros (os magos brancos não sacrificam seres vivos, nem mesmo animais, para darem o seu sangue como alimento às entidades do mundo invisível). Mas eu não abordarei esse assunto, ele não me interessa e é até perigoso. Se vos falo do poder mágico do sangue, é porque é preciso conhecê-lo, e também para vos alertar. O sangue contém muitas matérias preciosas que podem servir de alimento aos indesejáveis. É por isso que, quando perdemos sangue, seja de que forma for, não devemos deixá-lo secar ou eliminá-lo antes de o termos consagrado pelo pensamento a uma utilização benéfica e, assim, o protegermos da atuação das entidades maléficas do plano astral, pois essas entidades estão sempre à espera de ser alimentadas por este tipo de emanações para se reforçarem. 

Por que razão, por exemplo, Moisés deu prescrições muito rigorosas relativamente à mulher durante o período menstrual? Está escrito: «A mulher que tenha um fluxo de sangue na sua carne permanecerá na sua impureza. Quem quer que a toque ficará impuro até à noite»... É uma longa enumeração dos casos em que a mulher, ao perder o seu sangue, fica impura, e das precauções que ela deve tomar durante esses períodos. Eu não sei como é que, atualmente, os Judeus consideram todas estas prescrições dadas por Moisés em relação às mulheres. O que sei é que elas se baseiam num saber relativo às propriedades que o sangue tem de atrair entidades, e particularmente as entidades tenebrosas do mundo astral, que vêm alimentar-se das emanações do sangue humano e, assim, imiscuir-se na sua vida, provocando perturbações nos seres.
 
A experiência psíquica pela qual a mulher passa durante o período menstrual está ligada aos mistérios da vida e da morte. Eu não entrarei nos detalhes anatômicos e fisiológicos deste processo. Para aquilo que pretendo explicar-vos, quero apenas chamar a vossa atenção para o facto de, nesse momento, a mulher eliminar não apenas a célula reprodutora, o óvulo, que, não tendo sido fecundado, não se tornará um ser vivo, mas também a substância, o sangue, que o teria alimentado. O óvulo morto, dado que não foi fecundado, é, de certa forma, um cadáver que ela elimina. Então, é natural ela ter um sentimento de tristeza e de melancolia. É natural que esta perda a torne psiquicamente mais vulnerável. 
Ao mesmo tempo que elimina o óvulo morto, a mulher perde também o sangue portador de vida que estava destinado a alimentar uma criança. É esse sangue que atrai as entidades inferiores do plano astral: elas querem aproveitar-se das energias contidas nele para se reforçarem e prosseguirem assim os seus propósitos maléficos entre os seres humanos. Foi por essa razão que Moisés deu uma série de prescrições muito rigorosas relativas à mulher durante esse período, e encontram-se as mesmas interdições noutras religiões e culturas. Mas será que se deve continuar a manter essas interdições? 

Da mesma forma que o homem é um representante do Pai Celeste, a mulher é uma representante da Mãe Divina, e não são as suas regras que fazem com que ela seja impura, mas os pensamentos e os sentimentos negativos que ela possa alimentar durante esses poucos dias em que se encontra psiquicamente mais fragilizada. O fenômeno da menstruação, em si mesmo, é neutro, nada tem de impuro, não passa de um processo fisiológico. A mulher é que é pura ou impura segundo aquilo que alimenta na sua cabeça e no seu coração. E se ela se deixar levar pela cólera, pelo ciúme, pelo ódio, pela sensualidade, as entidades astrais apoderam-se dos vapores exalados pelo seu sangue e podem servir-se deles para a prejudicar, a ela e àqueles que a rodeiam. 

Mas este poder que a mulher tem de atrair e alimentar com o seu sangue entidades tenebrosas, ela tem-no igualmente para atrair e alimentar entidades luminosas. A mulher pode, tal como o homem, servir- se dos poderes do pensamento, que é filho do espírito, para fazer triunfar a luz.
Ela é capaz de dominar as correntes obscuras que a atravessam e de as transformar em influências benéficas que depois dirige para o bem da humanidade inteira. Por enquanto, a mulher ainda ignora as forças que a natureza depositou nela; e o homem não fez grande coisa para a ajudar a tomar consciência delas. Pelo contrário, ele esforçou-se foi por mantê-la na ignorância e na dependência.

Agora, é tempo de a mulher saber que pode fazer grandes coisas graças ao poder do sangue, um sangue que ela deve consagrar a Deus e às entidades luminosas do mundo invisível. Ao consagrar o seu sangue, ela realiza um ato da mais alta magia e manifesta-se como uma verdadeira filha de Deus. Alguns dirão: «Mas o que é que nos está a dizer? Quer levar-nos a praticar magia? Que horror! Nós somos cristãos e nunca nos deixaríamos embarcar em semelhantes práticas. É o Diabo que é o senhor da magia.»


Pois bem, como queirais. Há seres perversos no mundo que utilizam tranquilamente estes conhecimentos para fazer o mal, e quando se dá aos cristãos a possibilidade de os utilizarem para fazer o bem, eles ficam ofuscados. Diante de pessoas tão ignorantes e escrupulosas, os magos negros podem esfregar as mãos: têm o terreno livre para todos os seus empreendimentos maléficos. 
Quantas coisas vós considerais sem interesse e vos passam despercebidas porque não fostes educados para ver o seu significado e o seu valor! Mas os Iniciados estão atentos a tudo, em toda a parte eles vêem a mão de Deus, o poder de Deus. E numa gota de sangue eles descobrem a quintessência da matéria, os princípios dos quatro elementos: a terra, a água, o ar e o fogo.

O sangue representa a vida que circula no universo. Se soubermos como considerá-lo, chegaremos a sentir que ele é em nós aquilo que mais se aproxima da luz. Porque o sangue é a vida, «E a vida é a luz dos homens», diz S. João no começo do seu Evangelho. É essa luz que é a própria matéria da criação, dado que Deus criou o mundo apelando para a luz, que está condensada no nosso sangue. Nós devemos, pois, estar muito atentos e considerar com um imenso respeito esse sangue que é luz condensada, a vida divina condensada. E da mesma forma que o sangue regressa sempre ao coração, a nossa vida deve regressar ao coração do universo: o Criador.

 
Hoje em dia, muitos têm tendência para ver na circuncisão uma prática de outra época. É simplesmente porque não compreendem o que é a vida e o papel que os seres humanos têm a desempenhar na sua preservação, na sua espiritualização. Se eles possuíssem essa luz, não ficariam tão surpreendidos ou chocados com esta prática. Eu não sou nem a favor nem contra. Apenas explico. No contexto em que ela surgiu, tinha a sua razão de ser; pode-se, agora, mantê-la ou abandoná-la, tudo depende da compreensão que os seres humanos tiverem dela. 


Paz e amor hoje e sempre,
R. Doche


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