segunda-feira, 1 de setembro de 2014

MENSAGEM DO MESTRE OMRAAM MIKHAEL AIVANHOV - NUNCA DESANIMEIS

Amados irmãos,

Recebi um lindo texto do Mestre Aivanhov, que imediatamente compartilho com todos.
Momentos difíceis ... batalhas nervosas ... temos que passar, temos que enfrentar.
Espero que gostem e por favor, compartilhem se desejarem.

Beijos de Luz,

R.Doche
-A Chave é você!-


NUNCA DESANIMEIS
Mestre Omraam Mikhaël Aïvanhov

Para nunca cair no desespero, é preciso saber à partida que, o que quer que se queira fazer na vida, mesmo as melhores coisas, será necessário enfrentar o mal sob a forma de dificuldades e de obstáculos. Não ver o mal é perigoso. Aquele que nunca vê o mal não toma precauções, não faz nada para arranjar as coisas ou neutralizá-las e acaba por cair numa armadilha. Paga-se sempre muito caro a sua ingenuidade, e paga-se primeiro que tudo pelo desânimo. Quem está cheio de ilusões, na primeira ocasião difícil perde o equilíbrio e cai.
O desânimo está sempre à espreita, mas existem métodos para lhe fazer frente. Quando começardes a sentir-vos acabrunhados, abatidos, a primeira coisa a fazer é dizer a vós próprios que esse estado não durará. Por um momento, refugiai-vos em vós mesmos, como se entrásseis em hibernação, e permanecei assim até encontrardes de novo o alento. O desânimo é como o inverno; mas depois do inverno regressa a primavera. Conforme os anos, ele vem mais cedo ou menos cedo; às vezes vem muito tarde, mas acaba sempre por chegar. Por isso, nunca se deve perder completamente a esperança. Num momento ou noutro, mais tarde ou mais cedo, o vosso entusiasmo e a vossa energia voltarão. Quantos não desistiram apenas alguns instantes antes das forças da primavera ressurgirem neles! E foi pena, eles iam finalmente ser salvos, mas não pressentiram nada da renovação e perderam-se…
Deter-se naquilo que corre mal é muito prejudicial, pois desse modo o que é mau torna-se ainda pior. Quaisquer que sejam os vossos tormentos, nunca deixeis obscurecer completamente o vosso céu interior. Dizei a vós mesmos: «Talvez nem tudo esteja ainda perdido, esperemos mais algum tempo.» Pouco a pouco, a escuridão dissipar-se-á e o frio deixar-vos-á.
Na vida – é preciso saber isto! – é-se sempre obrigado a passar por períodos difíceis, por vezes muito difíceis. Na terra é assim, está-se necessariamente sujeito às alternâncias: o dia e a noite, o calor e o frio, a alegria e a dor, a primavera e o inverno. É preciso aceitar e aprender a trabalhar com esses elementos, porque – não alimenteis ilusões! –, quando tiverdes conseguido triunfar em certas provas, outras virão. Mas, fortalecidos pelas experiências anteriores, podereis sair vitoriosos em cada situação.
Não vos digo que, o que quer que aconteça, se deva repetir ingenuamente: «Eu estou feliz, eu estou feliz.» Digo-vos simplesmente que as dificuldades não são sinónimo de infelicidade definitiva e que elas não vos impedirão de ser felizes, o que é diferente. O sofrimento, a infelicidade, são realidades terríveis que é absolutamente impossível negar. Mas, seja o que for que vos aconteça, podeis fazer um trabalho pelo pensamento que vos permitirá não só aguentar as dificuldades, mas até sair delas enriquecidos. E essas riquezas não podeis guardá-las para vós: pela vossa atitude, pela vossa forma de encarar os acontecimentos, partilhá-las-eis com os outros.
Por que achais que a felicidade deve vir unicamente sob a forma que esperais? Tendes tantas possibilidades diante de vós! Mas não as vedes, não quereis vê-las, apegais-vos à ideia que tendes delas. Esperais que uma determinada porta se abra para vós, mas ela permanece fechada. Então, em vez de vos lamentardes diante dessa porta, pensai que poderão existir outras, ao lado, que se abrirão. Esperais coisas boas de alguém, mas não só essa pessoa não vo-las dá, como se mostra desagradável ou ingrata.
 

Muito bem, em vez de vos deixardes abater por essa decepção, olhai um pouco melhor à vossa volta: existem outras pessoas que estão certamente prontas a ajudar-vos; se permanecerdes concentrados na vossa decepção, unicamente ocupados a enviar maus pensamentos àqueles que vos decepcionaram, não vereis esses outros amigos que vêm ter convosco. É nesse sentido também que as dificuldades são úteis: elas obrigam-vos a fazer ou a descobrir o que não faríeis ou não descobriríeis sem elas.
Então, tomai consciência de que, muitas vezes, é por causa da vossa atitude negativa que não encontrais soluções para as vossas dificuldades. E por isso a vida continua a sacudir-vos, dizendo: «Mas, afinal, tu és cego, és surdo? Acorda, vê todas as outras possibilidades que se apresentam à tua volta!» E o que eu vos digo a vós, digo-o também a mim. Aliás, é precisamente porque fiz milhões de vezes estas experiências que eu posso falar-vos delas para vos ajudar. Pensais que eu poderia falar-vos assim se não tivesse vivido também grandes provações?
Quando, diante de certas dificuldades, sentis chegar o desalento e o desespero, não os considereis como inimigos que não têm o direito de vos atacar. Infelizmente, eles têm esse direito. É preciso, pois, aceitar os seus ataques sabendo que, graças a eles, muitas coisas correrão bastante melhor a seguir. E é verdade que, depois de um grande desalento, tendes energias incríveis. De onde vieram essas energias? Foi o desalento que as trouxe. É assim mesmo! Claro que é preciso ser prudente e evitar que o desalento não seja mais forte do que vós, que ele não vos arraste, como uma corrente poderosa que acaba por afogar-vos. Aceitai-o como algo inevitável, mas ficai atentos. Sim, eis mais um exercício.
Então, de agora em diante não peçais para não perderdes o ânimo; pedi somente para compreenderdes bem esse estado, porque ele traz riquezas, tesouros incríveis: a primavera que se segue ao inverno.
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Um pouco sobre o Mestre Aivanhov:
AÏVANHOV - UM EDUCADOR DA ALMA
- Por Wagner Borges -
Aivanhov
Omraam Mikhaël Aïvanhov (1900-1986) era búlgaro de nascimento, mas adotou, a partir de 1937, a França como seu lar. Era discípulo do mestre búlgaro Peter Deunov (1864-1944), que foi fundador da Fraternidade Branca Universal (1).
Aïvanhov levou para a França os ideais do mestre Deunov e, em 1943, fundou seu primeiro centro espiritual, na cidade de Sévres. A partir daí, começou a proferir palestras, que seus discípulos anotavam e gravavam para depois transcrever.
O resultado desses ensinamentos orais está hoje registrado em centenas de livros, publicados em várias línguas. Seu trabalho teve uma grande expansão de 1976 em diante, época em que a Editora Prosvetacomeçou a divulgar seus livros em vários países.
O que mais chama a atenção no trabalho do mestre Aïvanhov é sua simplicidade na abordagem de temas espirituais, em que ele apresenta os exemplos e correlações mais simples para explicar as complexas questões da alma humana.
Ele era um exímio contador de histórias e dotado de um grande senso de humor. Por vezes, para dar uma pausa na palestra, ele interrompia o que estava falando e contava algumas anedotas para alegrar seus ouvintes. Todo seu trabalho estava direcionado para o alargamento da consciência humana em direção ao seu aperfeiçoamento. Em outras palavras, transformar o homem-animal no homem-espiritual.
Pois bem, esse grande filósofo da simplicidade e pedagogo da alma não morreu, apenas se mandou para fora do corpo denso. Eagora, lá do plano extrafísico, ele continua a mandar mensagens com o mesmo objetivo central de seus ensinamentos: o aperfeiçoamento do homem.

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