segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM A SUA VIDA ?

Amados irmãos de luz,
Que sejamos a paz e o amor !

Abaixo uma introdução (apenas a nota de introdução do editor), sobre o livro de J. Krishnamurti:
"O que você está fazendo com a sua vida?"
Este livro aborda várias questões de nossas vidas e a maneira como lidamos com as diversas situações de nosso cotidiano.
Achei a nota muito boa e produtiva, resolvendo compartilhá-la com todos.
Para quem não leu o livro, recomendo a leitura e também a conhecerem mais sobre a vida deste extraordinário pensador, que não gostava de ser chamado de "mestre".
Boa leitura a todos.

Amo vocês !

R.Doche
- A chave é você! -

* Dedicado especialmente à uma grande irmã de luz, residente atualmente na cidade de Uberlândia/MG, com quem tive o prazer de encontrar (ou reencontrar) nessa etapa evolutiva.




"O que você está fazendo com a sua vida ?"



A maneira como nos relacionamos uns com os outros, com nosso cérebro, com bens, dinheiro, trabalho e sexo - esses relacionamentos próximos - cria a sociedade. Nosso relacionamento conosco mesmos e com os outros, multiplicado por seis bilhões, cria o mundo. Os preconceitos, a solidão, a ganância, a fome - física ou emocional -, a raiva e a tristeza de cada um de nós reunidos formam o mundo. Nós somos o mundo.


O mundo não é diferente de nós. O mundo é cada um de nós. Então, é simples: se mudarmos cada um de nós, mudaremos o mundo. Se apenas um de nós mudar, isso já causa um movimento. A bondade é contagiosa.

Na escola, aprendemos a ouvir nossos pais e mestres. Isso faz sentido, tecnologicamente. Mas milhares de gerações ainda não aprenderam psicologicamente a parar de sofrer e de causar sofrimento aos outros. A evolução psicológica não acompanhou a evolução biológica nem a científica. Na escola, podemos aprender a "formar" um meio de vida, mas temos de aprender sozinhos a "arte" de viver.

A vida fere a todos, com solidão, confusão, sentimentos de fracasso, desespero. Fere com pobreza, doença emocional, violência na rua ou em casa. Aprendemos muito, mas muito raramente alguém nos ensina a lidar com os sofrimentos da vida. Ninguém nos ensina que o que fere não é a vida, mas nossas reações ao que nos acontece. É o nosso medo, enraizado em autoproteção, que causa a dor. Proteger o corpo é natural. Mas será natural proteger aquilo que chamamos de "EGO" ? O que é esse ego que é a raiz das inquietações, da dor psicológica que sentimos quando tentamos protegê-lo ?

Se alguém foge da dor e da confusão mentais recorrendo a drogas, entretenimento, sexo, negócios, o problema doloroso continua lá, composto de exaustão e vício. Devemos prestar atenção às maneiras do ego, compreendendo que medo, desejo e raiva são naturais, mas que não precisamos agir por meio deles, nem ter tudo o que desejamos. Essa compreensão dissolve a angústia mental.

Precisamos compreender o ego, para entendermos que ele é a fonte de nossos problemas. Isto não significa ser autocentrados, mas sim prestar atenção aos pensamentos, sentimentos e atividades do ego, seu condicionamento cultural, pessoal e biológico. Isso é meditação.

O homem que deixou essas palestras e escritos viveu como um dos grandes excluídos da sociedade: os rebeldes, os poetas errantes, os filósofos religiosos, os sábios iconoclastas, os cientistas e psicólogos pioneiros, os grandes mestres viajantes de todos os milênios. Por 65 anos, Krishnamurti falou de liberdade psicológica para quem quisesse ouvi-lo. Fundou escolas onde crianças, adolescentes e jovens adultos estudam todas as matérias normais e aprendem a conhecer a si mesmos. Nessas escolas, assim como nas palestras e no que escreveu, ele mostra que não serão as guerras - interiores e exteriores - que nos libertarão, mas sim, a verdade a respeito de nós mesmos.

Não há caminho, autoridade ou guru a seguir. Você tem capacidade para descobrir o que você é, o que está fazendo com sua vida, seus relacionamentos e seu trabalho. Você precisa vivenciar o que este livro diz. A verdade de outra pessoa é apenas uma opinião, até que nós mesmos a experimentamos. Olhe você mesmo pelo microscópio ou ficará com uma poeira de palavras, não a real percepção da vida.

Em geral, somos ensinados sobre o que pensar, mas não como pensar. Aprendemos a escapar da solidão e do sofrimento mental, mas não a eliminá-los.

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Fonte:
Introdução do livro: "O que você está fazendo com a sua vida ?"
Nota do editor: Dale Carlson


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